terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Desventuras em Série - A Mulher do Papai Noel


Bom, esta não é uma história que tenha acontecido comigo ou que eu tenha presenciado, mas já a ouvi tantas vezes que parece mesmo que estava la... Fora que a testemunha ocular e protagonista me autorizou... hehehehe...

Juju e Fabi voltavam num pra casa depois da faculdade. Era um dia de semana qualquer, próximo ao Natal. A mãe da Fabi, que as tinha buscado na faculdade, precisava fazer umas compras no mercado. Nada como ter hipermecado aberto 24 horas, tudo mais tranquilo, sem filas imensas, bem mais convidativo que em horários comerciais. O fato é que lá foram. Resolveram então ver os enfeites de natal, enquanto a mãe ia fazer suas compras. O hipermercado estava muito tranquilo, quase vazio mesmo. Viram luzinhas, bolinhas de todas as cores, árvores, bonecos de neve, papais-noeis, renas... tudo quanto era tipo de enfeite. Realmente é encantador ficar vendo a diversidade de enfeites... os olhos até brilham...

As meninas olhavam e comentavam... preços... cores... quando notaram a aproximação de uma mulher, muito bem vestida, tipo madame mesmo. Nada demais, afinal, estavam no mercado. Ou não seria... Observam que a mulher fala sozinha enquanto olha os enfeites... tudo bem... sociedade moderna... as pessoas se sentem sozinhas... é quase aceitavel que falem sozinhas... Continuaram a olha os lindos enfeites... mas foi inevitável não notar que a mulher agarrara um papai noel e estava abraçada a ele... e ela começou a se aproximar... Olhou para as meninas e foi dizendo:

- Comprei um papai-noel destes esta semana. Mas ele esta com a roupinha descosturada. Será que eles trocam? - disse a mulher.

- Acredito que troquem sim, é só a senhora trazer e mostrar o defeito. - disse a Juju, toda compreensiva... mas já com uma pulginha atrás da orelha...

- Este papai-noel é lindo, vocês não acham? - disse a mulher, com olhos um tanto estalados demais...

As meninas se olharam, e trocaram mesmo aquele olhar de... ai ai ai... e responderam juntas:

- Sim!

Eis que a mulher agarra o boneco do papai-noel com mais força e diz, com olhos estalados e cerrando os dentes:

- Porque eu adoroooo este papai-noel. Urhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

É... ela fez um som enfurecido ao final da frase... apertando o boneco nas mãos... meio que esgoelando o probrezinho.

As meninas se olharam mais uma vez sentindo a emergência no ar. Olharam a sua volta e não tinha mais ninguém naquele setor... só a mulher e seu papai-noel... Ela continuou falando com o boneco e olhando para as meninas. Eis que Juju, já tomada pelo pânico, vira e diz:

- Fabi, sua mãe já deve estar no caixa... vamos?????

E sairam quase correndo dali. Nem preciso dizer que esta história teve que ser repetida muitas e muitas vezes. E que se não fosse as duas presencearem a história, certamente nem elas acreditariam no que tinham visto. Mas garanto que a encenação de tudo é ainda mais... bizarra... hehehehe.... a Juju fazendo o "eu adoro este papai-noel. Urhhhhhhhhhhhh" é simplesmente hilário... hauahuahauaha

Fato é que demoraram a voltar aquele setor do hipermercado. Nunca mais na época do natal em quase madrugada... Vai que encontram por lá novamente a mulher do papai-noel...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A saga do passarinho surtado...


Mais uma da série “essas coisas só acontecem na minha vida”...

Estava eu voltando do banco para a minha casa, um pouco antes da hora do almoço. Um sol de rachar, dia lindo, eu no alto dos meus scarpins pretos, maravilhosos de lindos, os cabelos esvoaçando ao vento e o mp4 bombando minhas músicas favoritas... (só não vou dizer que era uma visão do paraíso, porque além de linda e inteligente eu também sou muito modesta...).

“Do nada”, com a minha visão periférica (sim, porque a de raios-X não tava funcionando na hora) eu percebi alguma coisa grande e preta voando em minha direção... Na hora o meu primeiro pensamento, como sempre algo suave e gentil, foi: “fudeu”. Não deu outra... aquela coisa voadora me acertou bem em cima da cabeça e eu fiquei pensando “what the poha is that????”

Era um passarinho de um tamanho bastante considerável (praticamente um URUBU)...eu fiquei com pena, pensando que era vesguice ou que ele estava com labirintite, mas qual não foi minha surpresa quando ele fez a volta e acertou a minha cabeça mais uma vez? Nunca na minha vida eu tinha visto um passarinho fazer isso!!!! Fiquei pensando se era uma passarinha na TPM, se tinha um ninho por perto ou se (pior das três) eu tava com algum bichinho nojento nos meus cabelos (minhocas na cabeça eu tenho, mas ficam dentro, acho que ele não viu)...

Bom, apesar de bolsa de mulher ter tudo o que você possa imaginar dentro, infelizmente eu tinha deixado o meu estilingue (aqui chama bodoque!) em casa e tive que pensar em outra saída... O passarinho gostou da brincadeira e ficou dando várias “voadoras” em mim, até que eu assumi a minha posição de combate (com a bolsa em punho) e pensei, sempre com a gentileza de um rinoceronte, “volta aqui, seu fila da p***, pra você ver o que te faço!!!”

Pois bem... Ele veio... Acertei em cheio, foi só pena voando e passarinho voando mais rápido ainda, só que agora na direção oposta... Depois disso eu dei um monte de gargalhadas (rindo de mim e da situação, claro!). Não, eu não sei quanta gente assistiu isso porque não tive coragem de olhar...

E, antes que alguém fale “coitadinho”, lembre-se que foi ele quem atacou primeiro, eu só estava me defendendo!!! Fiquei com medo de levar uma cagada na cabeça, literalmente, já que no sentido figurado até que acontece bastante... Posso jurar que até vi aquela mira laser da bazuca anal dele mirando bem no meu olho...

Depois de me livrar dele ajeitei o meu cabelo, coloquei o sutiã e os peitos no lugar (aquela levantadinha básica) e segui o meu caminho, feliz da vida em participar do equilíbrio do universo e da cadeia alimentar, onde só os fortes sobrevivem...

Aquele foi um dia de merda!!! Sinceramente, tenho sérios problemas com bichos voadores... Só faltou um cachorro mijar na minha perna (sim, eu sei que cachorro não voa, é só um exemplo!), mas não vou nem falar isso em voz alta, porque depois desse passarinho eu não duvido mais de nada...

- Anne -