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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Tem coisas que só um proctologista faz por você...


NOTA DE ESCLARECIMENTO: O acontecido descrito no texto a seguir não foi vivido por minha indescritível pessoa, mas por outra pessoa que eu obviamente não vou contar quem é. Escrevi em primeira pessoa porque prefiro, acho que fica mais engraçado e mais fácil de ser devidamente esculhambado. Se você não gosta de textos esculachados nem leia. Eu adoro humor exagerado (feito eu).
   

Uma das coisas mais tristes na vida de uma pessoa é ouvir do médico que tem que operar as pregas. Sim, essas aí mesmo que vocês estão pensando! Não sei especificar se a tristeza começa ao saber disso ou começa só naquele maravilhoso momento em que enfiam um cano na sua rabisteca, achando tudo lindo... Afinal, NO DOS OUTROS é refresco. Ahhh, o exame. O médico diz que a dita colonoscopia (com um nome desse só pode dar merda – fui até pesquisar no Google pra ver se tinha escrito isso aí direito) vai ser SUSSA, tem sedação e coisa e tal. Aí você vai na dele e até se anima. Ele te manda tomar um laxantinho um dia antes, do tipo bem suave, aquele que te faz cagar até o cérebro, a alma e arrebentar até o que ainda estava no lugar! Você sai do banheiro meio morto, enjoado e já pensando que o médico foi um baita sacana...

Aí você vai para o dito exame, o cara te faz esperar umas 2 horas em jejum e com uma avalanche rolando dentro do seu intestino (sabe como?). Você ali na sala de espera suando, não se sabe bem se de nervoso ou porque ainda não passou o prenúncio de tempestade. Finalmente te levam, te sedam (UFA!) e fazem o tal do exame que deixa as suas pregas levemente mais afrouxadas do que já estavam anteriormente, afinal, desgraça pouca é bobagem e já que vai arrumar o negócio é melhor desgraçar de vez!

Chega o dia da cirurgia e você vai ao hospital, tranquilo, afinal a anestesia nem é geral, é só aquela gostosinha que enfiam um agulhão na sua coluna, SUSSA! Você super tranquilo com isso, te internam às dez da manhã para fazer a cirurgia às cinco da tarde, esperar é sempre uma delícia. Ainda mais quando entra uma enfermeira para fazer um PROCEDIMENTO e manda todo mundo sair... Você já pressente que boa coisa não pode ser. Lavagem intestinal, mais uma delícia que só o seu proctologista pode oferecer. Experimente, satisfação garantida ou o seu toba devolta!

Tudo pronto, você meio enjoada, meio branca, meio arrombada, mas já perdendo a paciência com a espera, o que até é bom para passar o medo. Medo pra que? Procedimento SUSSA. Ok... Te levam para a sala de espera que fica ao lado da sala de cirurgia e te colocam o camisolão verde-pavor, os sapatinhos de frango assado e aquela toca que acaba com o seu cabelo, enquanto você espera a vez (sim, tinha fila naquele dia). Você fica realmente tranquilo quando vê o carrinho de ressuscitação (tive que ver essa no Google também) passar por você com uma enfermeira esbaforida enquanto você escuta um FOOOF (imaginando o corpo tomando um choque, ouvindo aquele PIIIIIIIIII e tudo o mais) enquanto o médico está chamando a pessoa pelo nome e aquela coisa toda que a gente vê em filmes mas nunca quer ver ao vivo, ainda mais ali, paramentado de frango verde, esperando a vez para o refazimento das pregas (que a essas alturas já soltaram de vez).

Aí vem a enfermeira avisar que a cirurgia vai ficar para o outro dia... A essa altura eu achei foi bom. Aposto que as pregas do médico estavam piores que as minhas depois do susto. Preciso escrever sobre cama de hospital, madrugada com as enfermeiras entrando toda vez que você finalmente pega no sono e etc.? Acho que todo mundo conhece as maravilhas de uma internação. De manhã cedo lá vou eu novamente para a sala cirúrgica, mas dessa vez em uma hora minhas pregas estão todas refeitas, zeradas, novinhas em folha.

Diz a lenda que na hora de sair da anestesia eu fiquei olhando fixamente para a minha mão direita, lembrando aquele bebezinho do filme “olha quem está falando” depois que a mãe toma uma injeção de Demerol na hora do parto e ele fica doidão agitando a mãozinha e dizendo “olhaaaaa, que mãozinha cóooosmica” (se você lembra, você é velho feito eu, ou até mais – se ferrou!). Não vou mentir para quem ainda vai refazer as pregas... DÓI... Mas dói PRA CARALHO. Especialmente quando você tem que ir ao banheiro depois da cirurgia e não sabe se chora, se grita, se desmaia ou se faz tudo isso ao mesmo tempo. Eu só não desmaiei, mas acho que perdi a nova rosca no vaso e desperdicei o trabalho do médico... Pela dor, só pode.

Enfim, não vejo a hora de estar tudo cicatrizado e o meu toba novo em folha, zero bala, pronto para uns 50 anos de vida sem dor. Caso ele se arrependa e volte a doer, acho que o canal é tentar uma cauterização caseira, usando um fósforo e um tubo de desodorante spray...
           



Imagem: Henrique Sanches (adorei - na original tem uma bunda se projetando ali na frente do doutor, mas eu preferi assim, sutil feito o texto - hahaha)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Sobre as coisas que ninguém conta das férias...

BR 101, janeiro de 2012. Pequena cólica intestinal causada por um pouco de leite sujando o meu café. Eu, como qualquer ser humano, imaginei ser apenas uma dorzinha passageira... ME ESTREPEI. Começando a subir a serra, minha prima (dirigindo) avisa que dali para a frente só haveria uma possível parada quilômetros a frente. Como todo intestino filha da puta que se preze, o meu resolveu funcionar a todo vapor, iniciando o fim do mundo para a minha pequena pessoa (ou pelo menos para uma parte de minha nem tão pequena pessoa). Respirei fundo, testei várias posições no banco do carro, cheguei mesmo a considerar uma ROLHA ou uma moita, e o implacável intestino não queria neeem saber de conversa ou negociação.

Quando eu já estava quase chorando (literalmente), apareceu um posto. Minha prima praticamente arremessou o carro até ele, eu a peguei pelos ombros agitando a pequena e gritando em evidente desespero "onde fica o banheiroooooo?". Ela simplesmente me olhou com aquela pouca compaixão de quem não está se cagando e disse "como é que eu vou saber?". Fui andando até o moço do balcão (porque se corresse, certamente me cagava) e perguntei com toda calma que me foi possível. Ele mostrou e eu fui andando. Ainda bem que o banheiro era enorme e bem perfumadinho, um pouco de privacidade nessas horas vai muuuito bem.

Resolvida essa etapa de merda (literalmente), seguimos viagem. Já em Curitiba volta e meia eu era obrigada a terminar um almoço correndo, sair do cinema com o filme pela metade, passar uma noite inteira no trono, essas coisas maravilhosas que só mesmo uma intoxicação alimentar faz por você.

Quando finalmente passou essa porcaria (ou quase passou), aproveitei para fazer um passeio turístico naquele onibuzinho aberto em cima, que tem em Curitiba. Pois bem... tempo nublado, a besta aqui esqueceu completamente do tal do protetor solar, afinal, pra que? Eu sou tãaaao bronzeada!!! (Tanto quanto um leitão recém nascido!) Não muito tempo depois, adivinhem? O sol apareceu, BOMBANDO. Eu ali, indefesa, virei um torrone! Torrei mais do que os canadenses. O cor de rosa fraco de noite já era vermelho "lombo queimado". Até o couro cabeludo já era. Detalhe é que eu tinha marcado uma tatuagem nova na segunda... Coitado do Rodrigo, meu amigo e parceiro de torração, que se ferrou junto e ainda teve que aguentar o meu humor de merda! Esse vai pro céu!

Cheguei no tatuador com a pele uma maravilha, ainda bem que salvei as costas e deu pra fazer a tatuagem. Ele ficou com tanta pena de minha imbecil pessoa que me deu até remédio e tentou não carcar muito aquelas agulhinhas do mau, mas mesmo assim doeu horrores. Ficou linda, então que se dane! Acho que os braços torrados doíam mais do que as agulhas enfiando nas costas.

Hora de voltar para Floripa... eu e a prima trafegando numa faixa estranhamente lenta da via... eu como não estava dirigindo achei melhor ficar quieta, mas aquela lerdeza já estava me dando nos nervos. "Micheli, você tem mesmo que ficar atrás dessa porcaria de uno? Sai daqui que isso aqui só pode ser um cotejo fúnebre!". Ela na maior calma respondeu "que nada, prima, eles estão com o pisca alerta ligado porque o trânsito tá lento. Isso é engarrafamento". Quando convenci a menina a passar pra outra pista e fomos andando, lá estava, lustroso e brilhante, o caixão no carro da frente... não falei que era um cortejo? Eu é que não vou ficar chorando morto dos outros, pelamor!

Já na BR, fila. A primeira fila foi por causa da carga de um caminhão tombado. Eu e a prima paradas, tomando uma sombrinha da carreta ao lado, uma delícia! De repente ela grita "Luciane, a moto!!!". Tive que me arremessar pra frente pra escapar de uma motinho que estava "pegando o corredor" e quase pegou o que sobrava da minha traseira danificada! Bando de doido!!! Ser atropelada em um engarrafamento seria top de linha dentre as coisas inacreditáveis da minha nada mole vida... A segunda fila foi por causa de um caminhão quebrado... a terceira fila porque? SEI LÁ EU! Se alguém espirra tem fila na porra da 101. E nós lá, sem ar condicionado, sem banheiro, sem paciência...

Finalmente chegamos e... CADÊ A CHAVE DA CASA, MICHELI? "Ah, nem levei, sempre tem alguém em casa". Sempre, menos na hora que a gente chegou da porra da viagem. E lá ficamos as duas, sentadas na parte de fora de casa, ouvindo musica no celular e dando tapas nos mosquitos, emocionante! Uma hora e meia depois, chega o povo, rindo da nossa cara como todo bom parente!

Como se não bastasse, hoje de manhã fui tirar o meu carro do sol pra poder buscar a Micheli no trabalho sem fritar as duas... coloquei o carro na garagem, abri as janelas... dali a pouco foi aquele estouro! A mãe já me grita lá do fundo "Lu, caiu alguma coisa em cima do teu carro". Eu logo pensei "mas que pooooooorra é essa?". Quase perdi as pernas de susto, mas quando fui ver não tinha caído nada não. O vidro de trás estourou sozinho. Eu quase saí xingando um tio que estava cortando a grama do lado de fora do portão, só podia ser uma pedra assassina ou uma graminha mais pesada, vai saber? Enfim, amanhã vou levar o vidro arrumar, pelo menos o seguro funcionou (AMÉM).

Como se não bastasse, pifou algumas coisas no painel do meu carro, infelizmente foi o meu amado ar condicionado. Ainda bem que era só um fusível que o garoto na FIAT trocou pra mim sem nem me cobrar nada! Coisa mais querida! Hoje eu desparafusei a caixa de som do carro pra tirar o vidro que estava chacoalhando dentro dela - estava muito agradável!

Saldo do fim de semana:
Amigos revistos: Quase nenhum, afinal não dava pra convidar ninguém para dividir o vaso.
Pele queimada: Toda a que estava pra fora da roupa, um nariz descascado e uma marquinha sexy de regata que nunca mais vai sair do meu corpo.
Intoxicação alimentar: uma, looonga, dolorida e arregaçante.
Gente rindo da minha cara: porra, perdi a conta. Já tava ignorando na cara dura, que jeito?
Banheiros públicos utilizados: 4 de posto e uns 4 de shopping. ODEIO, mas nessa hora vai exigir o que? Até patente serve!
Risadas com os primos: muita mesmo. Ainda mais da minha cara.
Tatuagem: Meia. É uma fênix e, por ironia, falta fazer o rabo...

Pelo menos foi muito divertido, apesar de tudo. Deu tudo certo, estamos vivas e nenhum dos carros quebrou, o que, dado o momento urucubaca, já foi uma graaande sorte...

Imagem: Google

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Welcome to the jungle!!!!!!

Já que algumas pessoas perguntaram e ignorando agora o fato de que eu iria contar de qualquer forma, aí vai o maravilhoso relato do meu precioso dia no Beto Carrero World...

Era um dia meio estranho, sem sol, mormaço ignorante, sabe como? Aquele calor grudento na pele, eu suando até pra respirar, tive que colocar um TÊNIS... Simmmm, um TÊNIS! (ARGHHH)

Trajeto curto de carro com o namo, tranquilamente aproveitando o maravilhoso, lindo e vitaminado AR CONDICIONADO do carro, quando vislumbro finalmente o castelão colorido que fica na entrada do dito parque. Nisso, pego o litrão de protetor solar e lembro de passar nos ombros e no rosto, ridículamente esquecendo de que existem muitas outras partes no meu corpo (e logo sentindo aquele grude que fica misturando com o suor, uma delícia!).

Entrada, primeira fila com mais de três voltas para comprar o ingresso. Fila com uma volta me deixa nervosa, duas voltas me deixa estressada, mais de duas é caso de internação e eu chego a preferir palitos debaixo das unhas. Mas enfim, ali ainda estava relativamente fresquinho e eu estava fazendo um esforço para mostrar pro namorado que eu consigo ser uma pessoa absolutamente sociável e gostar das coisas que as pessoas “normais” gostam.

O namorado, todo faceiro, ainda mais saltitante quando viu aquele monte de gente... Eu, quando vi o monte de gente, quase chorei! E não foi de emoção!!! Pegamos um mapa (sim, aquilo é enorme) e fomos para os brinquedos radicais. Eu sou uma pessoa extremamente radical, lógico. Meu auge do radicalismo é tomar sol na hora do almoço, porque eu realmente AMO emoções fortes. Aí foi ele, o Ju, todo animado para o primeiro brinquedo, um elevador que despencava sei-lá-de-que-altura. Fila não muito grande (a menor daquele dia), mas eu resolvi ir para o setor dos “tiozinhos”, que eu classifico aqui como aquelas pessoas que tem uma mente VELHA como a minha e preferem colocar-se à sombra e aguardar os MALUCOS que adoram coisas que giram e despencam. Fiquei batendo papo com os tios e tias, até ele voltar. Primeira fila: OK.

Segundo brinquedo: Montanha russa. Fila grande, mas com um maravilhoso telhadinho que tampava o sol. Mas não era aquela montanha russa dos pezinhos voando. Era a outra, a de gente cagona (feito eu). Concordei em ir nessa porque senão podia dar na telha do Ju me trocar por um modelito mais novo e mais sociável... Lá fui eu. No que aquele troço começou a subir eu já fui pensando algo como “pu-ta-que-pa-riu que que eu to fazendo nesta meeeeeeeeeeeeeerda” – a esticada foi devida ao começo da descida que, para o meu gosto, era longa demais. Nunca tinha sentido nada parecido. O meu cérebro se deslocou dentro da cabeça e grudou ali atrás do crânio pedindo socorro. Abri a boca pra gritar mas nisso entrou uma lufada de vento tão ferrada que o grito foi engolido junto com o cagaço. E aí começou a girar, eu não sabia mais onde era céu e onde era chão e nem onde estavam os meus miolos. Quando parou essa porra eu soube que nunca mais na minha vida eu sentaria em um banquinho daqueles, pelo menos não estando consciente ou sóbria!

Terceiro brinquedo: Fire Whip (a dos pezinhos voando). Uma fila que me deu até nojo, um sol de lascar e eu ali, em solidariedade ao namorado, porque naquela eu não subiria, nunca, jamais, em tempo algum. Eu já estava começando a ficar levemente estressada com as filas, mas ainda tolerando em nome da socialização... O Ju foi, eu tirei fotos e filmei, comentando com a minha câmera o que eu pensava sobre aquilo (vou poupá-los dessa parte).

Depois fomos num cineminha com um filme curto, que movimenta as cadeiras, não lembro mais o nome. Achei bem mais-ou-menos e a fila estava, pra variar, monstruosa. Daí almoço. Sentei onde tinha espaço, no cardápio tinha misto-quente. Pedi um, não tinha! Com a tolerância que eu já andava nesse horário, achei melhor nem comer, já que perigava eu ter que encarar a fila do banheiro ainda (AFFFF)! Nesse horário, bafo de dragão seria mais fresco do que a temperatura ambiente e eu já andava literalmente sonhando com os palitos debaixo das unhas (se estivesse em um lugar com ar condicionado, nem os palitos me incomodariam).

O show de acrobacias com os carros e motos valeu a pena (ufa, gostei de alguma coisa)! Depois caminhamos e caminhamos e caminhamos, sob um sol de converter ateu, suando mais que bunda em banco de couro, olhando os animais e tirando fotos (dos bichos, porque eu já não permitiria fotos minhas naquele estado). Depois de um tempo descobri que tênis não é confortável porcaria nenhuma e que os meus pés iriam entrar em combustão espontânea a qualquer momento. Pensei em chutar o hipopótamo e ficar eu deitada no laguinho dele, só com a cabeça de fora. Revoltei, achei uma pedra na sombra, sentei e tirei os tênis, fazendo o meu melhor para não reclamar (muito) com o namorado.

Mandei ele encarar sozinho uma fila de um show que ele queria ir, já que os trecos que eu queria tinham todos umas filas insuportáveis, e resolvi tomar um sorvete. Não tinha comido nada ainda, eram quatro horas da tarde, fui pra FILA e esperei pra comprar o meu. Comprado, descobri que o Ju nem tinha ido e estava me esperando. Fui andando e dei uma lambida no sorvete, duas lambidas, e PLOOFFFTTT. Lá se foi a bola toda do meu sorvete de ouro (caro pra cacete) e eu mal tinha começado o meu momento feliz no deserto do Saara. Olhei para a bola no chão, olhei para a casquinha, olhei para o meu braço insanamente queimado do sol (já prevendo a gostosa “marquinha” de regata nas minhas costas) e fiz o que qualquer mulher a beira de um ataque de nervos faria. Chorei! O queixo tremia e eu lutava pra que só caíssem uma ou duas lágrimas (eu não daria mais por aquele lugar).

Olhei para o Juliano com a minha cara de urso assassino, provavelmente com os vasinhos dos olhos avermelhando, e pedi GENTILMENTE a ele que fossemos embora. Não lembro as palavras exatas, tenho uma pequena tendência a ser enormemente boca suja quando estou com raiva, algo que não dá pra escrever nesse horário.

Juro pra vocês que eu ainda tento e tento e tento mais, mas simplesmente não consigo entender o que é que leva um ser humano a chamar de diversão ficar mais de uma hora e quinze minutos em uma fila e passar só quarenta segundos em um brinquedo. Eu chamo masoquismo, eu chamo insanidade, eu chamo o SAMU a próxima vez que tiver que fazer isso na minha vida. Eles até dão um segundo dia de graça para quem compra um dia, claaaaro, com aquelas filas não dá pra conhecer quase nada em um dia. Quase mandei eles enfiarem o segundo dia vocês sabem onde... logicamente eu não quis voltar!

Um conselho? Não vá para o Beto Carrero em JANEIRO. Outro? Procure um parque temático COM ÁGUA ou lembre-se de ficar besuntando o seu corpo OVER AND OVER AGAIN com litros de BLOQUEADOR solar, para não virar o TORRONE que eu virei, isso só com o MORMAÇO.

AHhhhhh, quase ia me esquecendo... BIG TOWER! Despencar de 100 metros, meu bem? Tá certo que eu estava considerando me afogar na aguinha das tartarugas, mas dá licença...


Obs.: Exageros à parte, o parque é lindo, mas eu juro que tinha um CÁGADO andando atrás da gente no zoológico... achei que ia ter que levar ele pra casa e escolher um nome...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Se meu Palio falasse...


Terça-feira, nublado, um legítimo dia com cara de coisa nenhuma... aqueles dias em que a vontade é a de dormir, dormir e dormir mais (tá bom, eu sei que tenho isso todos os dias!). Consulta marcada em outra cidade, mais de uma hora de estrada daqui. Depois de ouvir todas as suaves recomendações de mamãe, do tipo "não vá querer dar uma de gostosa na estrada que tu sabe que o teu carro não aguenta" (tadinho do júnior), ajeitei tudo e fui. 

No posto, calibrando pneus e abastecendo, aproveitei para arrumar o endereço no GPS do meu irmão. Sim,  peguei emprestado porque eu demoro umas 3x para decorar exatamente o caminho, já que presto atenção apenas ao que é absolutamente necessário, ou seja, em não bater meu júnior (o carro) e nem sair da estrada! Além disso, tem uns mil radares até lá, uma pessoa distraída feito eu certamente iria a falência em menos de 50 quilômetros. Lá fui, facera, sem os cabelos esvoaçando (sim, porque o júnior é 1.0, mas tem ar condicionado!), sem o bração na janela (coisa de quem tá suando no carro e quer pegar um ventinho no suvaco), e com os óculos escuros (estilo A MOSCA, protege até as sobrancelhas). Nunca vi tanto caminhão na minha vida, basicamente de três em três, e eu ali, firme no júnior, esperando uma reta de uns 2 quilômetros pra poder ultrapassar (potentíssimo o carro).

Entrei na cidade numa boa, esperando a mulherzinha do GPS falar comigo... e ela nada! Já estava lá no fim do mundo (mais um pouco estava no uruguai), quase chegando no absoluto NADA, quando resolvi olhar o que raios a mulherzinha estava fazendo que não falava comigo. Adivinha se a antinha que aqui vos escreve não tinha programado o endereço errado? Pois é! Aí apelei para o bom e velho método de parar o carro e perguntar pra alguém na rua. A moça me disse "Ahhh, não é difícil, você só passou umas 15 quadras"... Segui as instruções e consegui encontrar a dita clínica.

Clínica encontrada, mais um tempo tentando entender como é que se preenchia aqueles bagulinhos que tem que colocar no estacionamento rotativo da cidade em questão. Aqui na minha ainda não tem isso, então fiquei eu lendo as instruções do treco... Quando comecei a preencher parecia a maníaca do preenchimento dos bagulinhos, já que aquela médica, normalmente, me faz esperar uma bagatela de umas 3 horas, e os tickets eram de meia hora cada um. Mil tickets preenchidos depois, pude finalmente sair do carro.

Chá de cadeira um pouco menor que o esperado, só tive que descer uma vez para colocar mais tickets no carro, de resto tudo bem. Na volta, saindo da cidade, me achando o último salame do porão, ouvindo uma musiquinha e dirigindo tranquilamente quando POOOFFFF (nessa hora eu quase infartei), um objeto voador não identificado atingiu o meu carrinho com vontade. Nem vou contar que perdi o controle do carro com o susto (mas foi só um segundo, até que o meu instinto ninja se coordenasse novamente), ainda bem que não tinha nenhum carro do meu lado. Resultado da operação: muitos litros de combustível a menos, problemas com a auto-estima devido à dificuldades com o GPS e os tickets de estacionamento, bunda achatada e coluna arrebentada, muitos reais a menos na minha carteira e um parabrisa com um quebradinho charmoso pra eu olhar todos os dias. Não, eu não troquei o vidro e nem pretendo, ainda. Vou ficar fiscalizando o aumento dos riscos, se trincar bem mais, aí eu vejo o que faço... será que cola com fita adesiva?

Ok, é pra eu ver o lado positivo? Tá, pelo menos ainda não está chovendo dentro...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Desastrada!!!!


Outro dia eu tive a infelicidade de comentar com uma amiga que eu não estava mais escrevendo os meus amados textos de humor aqui para o espasmos porque, desde que comprei o carro, as coisas estranhas haviam parado de acontecer comigo. Não fui mais atropelada por pedreiros de bicicleta, não arranquei mais nenhuma unha tropeçando nas calçadas, nenhum passarinho consegue mais dar voadeiras na minha cabeça... enfim, uma vida absolutamente normal! Parece que o universo entendeu isso como uma maldita reclamação!

As coisas desde ontem parecem estar fora do seu equilíbrio normal. Ou melhor, eu é que devo estar fora do meu, literalmente, porque as minhas mãos parecem feitas de algum material mole (não, eu não vou dizer o que pensei, porque sou uma lady!). Quase tudo eu derrubo ou quebro. Fui fazer um café e derrubei a tampa do açucareiro (ainda que segurei o restante). Hoje cedo acordei atrasada (novidade!) e na pressa enrosquei as pernas no fio da "chapinha" de cabelos, que voou longe e deu um beijo na parede (não, eu não sei se ainda funciona porque nao testei). 

Fui escrever o cartão de dia dos namorados para o meu anjo, errei, errei e errei. E não nas palavras, mas sabe quando a gente troca letras porque pensa tão rápido que não dá conta de escrever? Desisti! Termino depois! Na hora do almoço eu derrubei quase toda a água dos pepinos do restaurante, porque virei o troço onde eles estavam... Foi uma cena realmente linda, a água calmamente escorrendo enquanto eu tentava ser discreta segurando o recipiente com o pegador de pepinos... ainda bem que estava posicionado no meio do "buffet" (sei lá como escreve essa joça!), caiu toda água dentro do repolho picado, que misteriosamente ficou com gosto de pepino. Ninguém viu, só a minha amiga (a Fran - aquela mala que eu carrego!), que está me sacaneando até agora. 

Fui tentar sacar uns poucos trocos que ainda tenho, deu problema no cartão! Fui me sentar, arranquei as costas da cadeira ao puxar para sentar (da cadeira da Rosani, que está me sacaneando até agora). Fui ao banheiro e consegui enfiar o salto do sapato dentro do ralo que fica no chão no meio do banheiro. As alternativas eram quebrar o salto ou o ralo... o ralo ficou sem mais 3 dentes e agora o buraco é realmente perigoso (hahaha). Só pra completar, quebrei uma unha! Pra garantir, antes de sair do banheiro eu conferi se não tinha ficado papel higiênico grudado na sola do meu salto (aí seria realmente o fim da minha dignidade!). 

Só ficou uma pergunta martelando a minha cabeça: Onde é que está aquele pé de arruda que eu pedi para plantarem aqui???


 P.S.: Tá bom, eu confesso que não estou na minha melhor forma e aminha veia humorística é só um fiozinho no momento, mas estou tentando... isso foi antes do dia dos namorados que eu escrevi, na sexta-feira, dia 11 - foi um dia tenso! Publiquei aqui só pra tirar as teias!!!  

sábado, 16 de janeiro de 2010

O dia em que beijei o asfalto...


Esse texto eu sei que algumas pessoas já leram! Foi originalmente publicado no meu blog, o Chá de Sumiço, mas como eu poderia deixar o meu incidente com o pedreiro de fora do Espasmos? NUNCA! Então editei ele um pouquinho, aproveitei que as meninas andam sem "causos" pra contar e aqui está... pra quem não leu ainda, divirta-se!!!! Quem já leu pode ler denovo, afinal, não é todo mundo que tem o talento de derrubar um pedreiro assim, com uma mão nas costas...


Era um lindo dia de inverno... o sol brilhando, os passarinhos cantando, o vento gelado arrepiando os pêlos da nuca – e eu, como sempre, andando e cantando, com o meu celular arrombando os ouvidos. Tá, eu não lembro que música era, mas sim, pode ser que fosse Rick Martin ou algo latino do tipo... (Isso foi antes da topada descrita no post anterior, então eu ainda não tinha banido o Rick Martin do meu celular...).

Eu tinha recebido uma notícia boa e estava andando facera para o trabalho, no acostamento da rua, porque a calçada tinha tantos buracos que seria impossível caminhar por ela. Só para ficar claro, parei de andar nas calçadas daqui da cidade depois da fatídica topada que vocês já sabem qual... se não sabem ainda, é só ler o post abaixo. Fiquei traumatizada e comecei a andar no asfalto mesmo, achando que estava salva!

Enfim, imaginem euzinha, facera (facera = feliz), descendo um morro com as minhas botas de salto alto (e fino), o meu casaco lilás lindíssimo de lã (que vai até os joelhos), os cabelos ao vento, me sentindo o último salame do porão. Imaginaram? Então... DO NADA levei uma pancada cavalar nas costas e quando percebi eu já estava estatelada na rua, esparramada mesmo, o celular só Deus sabe onde e a bolsa em algum lugar indefinido.

Meu primeiro pensamento, depois de um tempo, quando consegui voltar a pensar, foi “bom, se for um assalto eu só tô com 20 pila na carteira e a bolsa é vagabunda, tá tranquilo”. Nisso apareceu um monte de gente ao meu redor perguntando coisas como “tá doendo? Dói aqui? Consegue levantar?”. Eu não conseguia entender ninguém, não sentia nada e ainda não sabia o que raios eu estava fazendo beijando a droga do asfalto.

Quando finalmente o cérebro registrou a cena e eu vi um marmanjão vindo me entregar meu celular (fazendo cara de guri borrado), entendi finalmente que o dito cujo tinha me atropelado com a BICICLETA dele, (para vocês visualizarem melhor, era um marmanjo de uns 27 anos em uma BMX, uma daquelas bicicletas pequenas de fazer manobra, sabem qual? Ridículo!) na qual ele estava correndo feito um maluco. Naquela hora eu acho que um demônio possuiu a minha mente, coisa que normalmente não acontece, dificilmente eu perco a calma (hohohoho).

(Anne) – Tu tá cego, seu imbecil? Como que tu não viu uma mulher desse tamanho?
(Idiota da bicicleta) – Desculpa...
(Anne) – Desculpa porra nenhuma, olha aí o que tu fez comigo (segurando a mão e o braço, naquela hora a mão não queria mexer direito, doeu pra cacete).

E aquele tumulto, gente ao meu redor, lágrimas escorrendo (mais de raiva do que de dor)... Nisso eu olhei pro ELEMENTO e o dito cujo tava soltando um sorrisinho de canto de boca... ahhhhh, pra que?

(Anne) – Escuta aqui, guri... Tu pega essa merda dessa tua bicicleta e te suma da minha frente... *&$(*&@$(*&(*@&$(*&@$ - Vou poupá-los desse trecho da nossa suave conversa. Sim, eu estava com “sangue nos zóio”, perdi completamente a noção da educação básica e tô pouco me lixando se alguém achou isso ruim. Ser arremessada longe por uma bicicletinha enquanto você caminha para o trabalho realmente não é uma coisa que a gente consiga agradecer a alguém... Ainda mais a um marmanjão barbado que achou gostosinho cair em cima de você, enquanto você se rala toda no asfalto.

Enfim, me fizeram ir ao hospital onde eu ainda enfrentei uma puta duma fila e dei piti na recepção - mas não quebrou nada, só hematomas e luxações. Ahhh, quebrei uma unha (maldito). Fiquei meio esfolada e me sentindo ridícula e totalmente patética, mas isso logo passou. Pior foi aguentar o povo do trabalho e os meus queridos amigos que fizeram questão de se acabar rindo cada vez que imaginavam a cena. Por que será que todo mundo acha engraçado quando eu me ferro? Que coisa!

Ainda existem teorias que dizem que o moço (que pela roupa manchada era pedreiro ou pintor) me viu andando e mirou bem no meio, algo do tipo "UIXXX, TAMO NESSAS CARNE!" só pra poder me juntar. Coitado dele, não sabia que em cima desse salto delicado tem um verdadeiro urso...



Imagem: Deviant Art

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nóis trupica mais num cai...


Para reabrir o Espasmos com chave de ouro, nada melhor do que mais uma da série “essas coisas só acontecem na minha vida” (apesar de eu saber que vocês já passaram por muitas iguais, só que não confessam).
Estava eu voltando do trabalho para a minha casa, um pouco antes da hora do almoço. Um sol de rachar, dia lindo, eu no alto de uma sandália de salto lindíssima, as unhas dos pés enfeitadas com umas florzinhas coisa mais amor, os cabelos esvoaçando ao vento e o mp4 bombando Rick Martin... (impressionante como esse homem é sempre a trilha sonora de fundo das minhas maiores cagadas. Vou banir ele dos meus aparelhos de som todos!).
A exatamente uma quadra da minha casa, eis que tropeço forte... Isso quer dizer que foi uma bruta de uma topada, que quaaaase me derrubou e me deixou com aquela cara de “What the porra was that?”, porque eu, pra variar, não tinha visto a coisa que se parou no meu caminho. Como eu não caí, me equilibrando novamente no salto, sorri e pensei “ufa, eu sou foda”! Já estava agitando os cabelos e arrumando o Mp4 no lugar (no tropeção ele quase foi parar no asfalto), quando senti uma coisa morninha no meu pé...
Sim, tive que conferir o que era, e descobri, com um arrepio feroz nos pêlos da nuca (sim, DA NUCA!) que o meu pé esquerdo estava absolutamente ensopado em sangue e a unha do dedão parecia a primeira página de um livro, ABERTO (uixxxx). Pensei em sentar no meio fio e chorar, mas achei melhor ir andando até em casa, já que era só uma quadra. Pose de Lady, caminhando com classe e o pé virado no saci de tanto sangue.
Nisso peguei o celular e liguei pra minha mãe, calma e controladamente...
- Mãe, por favor, pega o carro e vem aqui em casa, porque eu acabo de arrancar quase toda a unha do dedão numa topada, tá doendo pra caralho e eu não tenho nem um “bandaid” em casa.
Minha mãe chegou, me ajudou a limpar o treco, mas nenhuma de nós teve coragem de arrancar de vez aquele corpo estranho. Então fizemos o que toda mulher faz em uma hora de aperto... apelamos para um homem! Meia hora de espera e lá estava o doutor, rindo da minha cara porque eu ficava falando um monte de abobrinhas sobre como o meu pé estaria arruinado sem as flores (claro, tinha que pensar em coisas fúteis e imbecis, senão eu pensava na dor).
O doutor, como todo homem, não teve dó nem piedade... chegou perto, desconversou, sorriu e VAAAAAPU... arrancou a seco, sem anestesia e nem me levou pra jantar primeiro!!! Depois ficou rindo da minha careta, quando eu mandei ele tirar o dedo de cima do meu dedão porque tava ardendo pra cacete! Nisso ele me olha e diz:
- Mas poxa, eu só estava fazendo um carinho... (imaginem a minha cara com essa!).
Enfim, a enfermeira colocou meio tubo de pomada, o doutor enfaixou tanto que parecia mais uma amputação de membros, e eu fui trabalhar ainda com aquela sandália, mas parecia o dedão do ET. Entrei na reunião com toda equipe onde trabalho, e o chefe me diz:
- Fiquei sabendo o porque do seu atraso e, quando me contaram, chegou arrepiar todos os pêlos do meu braço...
Pois é, pra vocês verem que, diante de cada situação, cada pessoa arrepia os pêlos de um lugar diferente... seis meses depois e eu agora já tenho metade da unha devolta... quem sabe no ano que vem eu já possa voltar a pintar as florzinhas...


Muuuito feliz em voltar a escrever nesse espaço, é um prazer estar reabrindo o Espasmos depois de tanto tempo! Os posts antigos estão aí, mas todos estão como postados pela MILA (mesmo os textos meus e de Flavinha) porque foi ela que carregou o backup. Os que eu, Anne, escrevi estão sem os comentários, que eu acabei perdendo nessa brincadeira de deleta e arruma, mas estão aí também! O Layout é provisório, nem sei se as meninas aprovam esse ou não, porque não deu tempo de perguntar! Enfim, tava tão enrolado isso de abre ou não abre que eu resolvi abrir e pronto (por favor, sem trocadilhos...)! Espero que vocês gostem, estamos devolta!!!!!!!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Barbaridade-Tchê!!!


Porto Alegre - Eu e minha melhor amiga, dos tempos das fraldas e cabelinhos de xitãozinho e xororó (juro, nossas mães fizeram isso, tenho fotos para provar, mas não mostro nem sob tortura) colocando as fofocas em dia no ônibus a caminho da Federal, onde ela faz Doutorado (pooooodre de chique ela, inteligeeeente... ah, e linda, claro!). Fiquei feito criança só porque tinha um televisãozinha no busão, nem prestava mais atenção em nada, só vendo os trailers dos filmes e porcariadas do tipo. Um calooor que Deus mandava, eu suando só um pouco (parecia uma torneira com o registro quebrado), desejando com todo fervor que o busão chegasse logo, só para eu poder pegar um ventinho antes que a maquiagem dos olhos derretesse e me fizesse parecer um urso panda!
Finalmente chegamos – cidade grande é tudo longe. Aqui com uns 15 quilômetros você atravessa a cidade, dá até para ir andando. Lá é tudo longe e a maioria das pessoas faz cara de dor de barriga o dia todo, coisa de louco!!! Eu já tava facera porque o taxista do dia anterior tinha me dado desconto na corrida sem eu nem pedir. Não sei porque, mas desconto a gente não questiona... A gente aceita e sai correndo logo antes que o vivente mude de idéia. Eu sou “pobre” e nem um pouco orgulhosa!!!
Bom, dentro da Federal, depois de hooooooras mofando enquanto a minha amiga trabalhava, deu fome! Detalhe foi que fiquei na biblioteca, navegando na Internet, enquanto ela estava no laboratório tentando conquistar o mundo. A biblioteca era do tipo que só abre com o crachá da criatura, passando o cartão magnético para abrir a porta. Depois de algumas horas lá dentro, olhão arregalado (sim, os 2), suada, descabelada e com síndrome do pânico – ou terá sido apenas paranóia decorrente do fato de a porta não abrir quando eu quisesse? – chamei a Ju para me soltar da jaula! Foi traumatizante, sim, mas fome eu não perco é nunca! Muito menos a vontade de comer! Mesmo à beira de um ataque de nervos!!!
Antes de ir embora, bem mais tarde, resolvemos fazer um lanchinho (to falando, comida eu não recuso) em uma cantina lá dentro da universidade. No balcão atendendo tinha um gauchão típico, bigodão e sorrisão aberto. Nos aproximamos e ele foi logo perguntando:
- (Gauchão) Mas o que que era pra vocês? (eu juro que ouvi o tchê, mesmo ele não tendo falado)
- (Ju) Eu quero um refrigerante de limão (sim, ela pediu pelo nome, mas para mim aquilo era uma bebida intergalática que eu não fazia a mínima idéia que existia, portanto não lembro o nome - aliás, nomes eu não lembro de quase nada!)
- (Gauchão) E tu? (sim, o tu no caso sou eu!)
- (Anne) Eu quero um café com leite e um beijinho... (sim, falei na maior inocência, na santa distração do universo paralelo em que eu vivo normalmente...)
- (Gauchão) Masss baaaahhhhh... faz a voLLLLLta no baLLLcão que eu tÊ Êncho de beijinho...(notaram os realces no sotaque, heim, heim? Eu sou um gênio! Traduzi todo o gauchês por escrito!!!)
Beijinho, para quem não sabe, é o nome de um doce parecido com o brigadeiro, só que branco. Em Porto Alegre ele me disse que se chama “branquinho”, aqui em SC é beijinho mesmo. Eu e a Ju quase nem rimos... eu que sou a mais fiasquenta, quase tive que sentar no chão para prevenir possíveis acidentes de tanto que ria. O tio ria junto, evidentemente...
Consegui o docinho, apesar de que teria sido mais seguro fazer mímica! Mas nem vou entrar em detalhes para o que aconteceu depois que eu comi o doce... era enorme, dooooce, uma delícia. Deu uma dooor de barriga e depois de mais 30 minutos no busão voltando para casa... NEM CONTO. Para quem já leu meus posts anteriores, só isso já basta para imaginar o desastre... Masssss, felizmente, também não foi dessa vez que eu perdi as pregas!!!!
Regionalismo é fogo mesmo! Lembrei que aqui no sul o povo pede "cassetinho" quando vai comprar um pão francês dos pequenos (ou vários "cassetinhos" quando é mais do que um) . Fiquei me imaginando comprando uma BAGUETE e acabei tendo que rir sozinha...

- Anne - 

P.S.: A imagem de ilustração foi o Edu, nosso amigo, que fez!!! Ficou linda, obrigada mesmo!


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Como Ser Uma Masoquista Virtual em 10 Lições


ADVERTÊNCIA: Esse post foi escrito por mim, Flávia, e pela Anne, totalmente construído a 4 mãos. Para os adeptos do namoro virtual, calma! É apenas uma brincadeira que, em alguns casos, vira uma cruel realidade... No mais, relaxem, aproveitem, soltem as suas gaitadas e comentem à vontade, a casa é sua!

LIÇÃO 1:

Acredite em qualquer doido internético que apareça dizendo que você é a mulher da vida dele. Principalmente quando ele morar a 484856869795 km de você (ou mais).

LIÇÃO 2:

Largue a sua vida, seus amigos, seus programas e deixe a periquita voltar a ser virgem, tudo em nome do grande amor da sua vida... aquele da internet que mora a 484856869795 km de você (ou mais) e provavelmente mete o pinto em todos os buracos possíveis (se bobear, traça até os tijolinhos).

LIÇÃO 3:

Depois que a periquita voltar a ser virgem, se certifique que seu eleito tem 436485678745767 amigas empenhadas 24 horas por dia em convencê-lo do quanto ele tem approach. E mais: ele PRECISA falar disso com você, afinal doido que é doido faz isso - e masoquista que é masoquista não será completa o suficiente sem este item.

LIÇÃO 4:

Acredite fielmente quando o maluco disser que ama você e recuse-se a ver os ataques de grosseria e as agressões que ele praticar com a sua resignada pessoa, só pq ele está na TPM e resolveu ser um filhadaputabocadefronha e falar merdinhas ao seu ouvido, no péssimo sentido.

LIÇÃO 5:

Quando você finalmente decidir dar um basta e terminar a relação, faça num momento de fragilidade extrema para que ele te convença que VOCÊ é a doida. Acredite piamente que você está vendo chifre em cabeça de cavalo (e não na sua) quando ele disser que as amigas são apenas criaturas carinhosas e assíduas, e que ele só tem olhos para você. Se não acreditar, finja. Quando estiver na iminência de fraquejar e de recuperar seu amor-próprio, vá até o muambeiro da esquina e compre o CD do MC-sei-lá-das-quantas, aquele do "um tapinha não dói". Ouça em volume máximo até isso penetrar na sua mente como uma verdade suprema. Afinal, quer ser masoquista ou não?


LIÇÃO 6:

Sinta-se péssima, chore, escute todas as músicas de corno, aquelas doloriiiidas... é realmente importante que você definhe, se acabe, fique se torturando ao máximo imaginando o quanto você foi insensível e o quanto deixou de entender as necessidades daquele bofe maravilhoso, daquela perfeição em forma de gente (mesmo que você nunca tenha visto a cara dele, seria uma jumenta se duvidasse de que ele é um príncipe!!). Lembre-se sempre, é você que é uma desgraça ambulante - ele é o Senhor Perfeição, um verdadeiro Mr. Loverman dos trópicos, aquele que nem fede, nem acorda descabelado, caga cheiroso e está sempre perfeito. Aí, quando ele insinuar aparecer na sua vida novamente, corra e se jogue aos seus pés, pedindo perdão por você ser uma completa besta!

LIÇÃO 7:

Lembre-se - você não tem competência nenhuma para arrumar um namorado. Você é inferior. A sua periquita merece ficar em estado permanente de hibernação. Você tem que levantar a mão pro céu e agradecer por alguém ter te dado uma colher de chá.

LIÇÃO 8:

Ponha na sua cabecinha de uma vez por todas que você só fala merda. Portanto, antes de ser cruel e injusta com o homem que te salvou do encalhamento, antes de entupir os delicados ouvidos dele com as suas cobranças e lamúrias, conte até 10 (50 vezes se for preciso) e engula esse monte de “shit” que você está pensando, sua maluca neurótica!! Indigestão e mau-hálito intelectual são infinitamente melhores que ficar sozinha.

LIÇÃO 9:

Você não é melosa?? Não poooooode!! Masoquista que se preza tem que ser meloooosa!! Não se esqueça de mandar 92387489485 SMS pro celular do "deuso", dizendo que sente a falta dele, perguntando o que está fazendo, e todas aquelas cantadas uó. Envie zil e-mails apaixonados por dia. Mande links fofos e altamente ridículos. Mude o status do orkut para "namorando" e tasque um "meu lindinhuuuu" no campo "paixões". Mude o nick do MSN para "fulano, 'TI' amo pra sempre" ou qualquer outra bobagem EMO escrita no mais puro internetês: "ti dolo, meu anjuu", "bjuxx de mel pro meu amorzinhuu", "Fulana e Fulano prá sempreee S2" e por aí vai... Se tiver um blog, tá esperando o quê pra transformá-lo em "diário de uma paixão"?? Poste sem parar, uma declaração por dia. Se tiver sorte, ele quando muito comentará algo diretamente com vc, pq apesar de ser o cara em que mamãe passou açúcar, ele é muito discreto... se não, transforme-o em muro das lamentações - choradeira sempre é garantia de audiência e vc vai bombar no Google!!

LIÇÃO 10:

Quando finalmente conseguir se libertar - ou porque encontrou um restinho de vergonha-na-cara escondido debaixo da unha do dedão do pé ou porque o Mr. Loverman resolveu, num instante de compaixão, assinar a sua alforria, chore, sofra, se blasfeme, arranque pentelhos com a pinça de sobrancelha, corte os bicos do peito... depois respire fundo e repita para vc mesma que ele, afinal, não é o único homem sobre a face da terra. CORRA PARA A INTERNET E ARRUME OUTRO, ORAS!! Há muito maluco por aí, um deles há de ser o seu!!


*Imagem by Google


domingo, 27 de julho de 2008

O Proctologista e Eu...




Bom, eu já contei em outro post a respeito dos problemas que eu já tive com uma certa pecinha do meu corpo, que meu irmão gentilmente chama de “saideira”. Eventualmente acontece algum episódio que me lembra que essa parte existe e, se houvesse uma hierarquia no corpo, provavelmente ele seria o chefe ou algum dos diretores.



Pois bem, a primeira vez que tive problemas com isso foi ainda durante a faculdade (só deixando claro que não foi caso de abuso do equipamento, a pecinha estava absolutamente sossegada no seu canto, descansando no sopé das montanhas). O trocinho doía, ardia, tava todo fora do normal e sinceramente, eu acho até que ele piscava pra mim. Já que não dava pra ficar todos os dias em casa com a bunda pra cima, decidi que seria o caso de consultar um proctologista... mas quem???
O pai de uma amiga, que era médico, recomendou um colega. Seriam três meses de espera por uma vaga (e eu com o fiofó nas ultimas)... Telefonei em seguida para a ÚNICA mulher que trabalhava com isso, calculei que mostrar o brioco pra uma mulher seria menos embaraçoso. Essa também, fila de uns três meses. Apelei para o meu enorme bom senso, abri a lista telefônica e comecei a observar o número do registro no CRM de cada um dos proctologistas restantes. Por que isso? Ora, se era pra mostrar o toba, que fosse pra um senhor que tivesse idade para ser o meu bisavô, praticamente um matuzalém e que, de preferência, enxergasse pouco. Provavelmente ele teria visto tantos orifícios anais que não ia nem dar bola para o meu.
Pois bem, cheguei ao consultório e fiquei na sala de espera, logicamente esperando. Dali a pouco entra uma verdadeira múmia, praticamente transparente de tão pálido (sim, mais do que eu), cheirando a cigarro e tossindo no melhor estilo “mamãe, sem os pulmões”. Pelo jaleco imaginei que fosse o Doutor e imaginei em seguida se ele conseguiria me examinar antes de esticar as canelas, já que os pulmões praticamente vinham para fora e me diziam helloowww a cada tossida.
Fomos para a sala dele, expliquei o sucedido em minhas suaves e delicadas palavras, algo do tipo “doutor, meu fróis ta queimando” e ele me encaminhou para a famigerada e temida sala de exames. Já entrei olhando se havia uma rota de fuga, caso a vergonha fosse me matar e eu precisasse tomar um vento. Ele disse para eu tirar as calças e me colocar em decúbito ventral. Eu pensei “what the poha is that????”. Perguntei e ele disse que era pra deitar na maca, barriga para baixo (ta, eu tinha imaginado que era isso, mas precisava enrolar um pouco mais pra me preparar psicologicamente).
Deitei e fiquei observando o Doutor, que se aproximou com um par de luvas e um baita pote de alguma coisa nas mãos. Delicada como sou, perguntei “Doutor, para que esse potão aí?”. Ele disse que era vaselina (se bem me lembro) e ele ia passar um pouco nos dedos para fazer o exame. Perguntei “o senhor não vai enfiar dedo nenhum para examinar nada ali pra dentro não, né? O problema é fora, Doutor, é fora!!!!!” (já arregalando os olhos e examinando rapidamente a espessura dos dedinhos do médico). Ele sorriu e disse que não, que só examinaria mesmo. Luvas e vaselina a postos, ele gentilmente afastou as bandas da bunda (puuuuta merda, que vergonha que dá) e fez o dito exame rapidamente, porque eu pedi que fosse um exame a jato, do tipo “pronto, já vi” e tchau!
Pois bem, descoberto o problema (não, nem eram hemorróidas, era coisa bem mais simples, mas igualmente doída, ardida e desgracenta), receita na mão e alguns dias de pomada na rosca e antinflamatórios e novamente tudo sob controle. Pregas no lugar, graças!!!! Aliás, elas continuam no lugar, viu? Espero que nunca mais queiram mostrar a sua supremacia, senão eu to lascada!
Lembro que saí de lá tentando descobrir porque é que é tão mais embaraçoso mostrar o rabisteco para um médico, do que a perereca para uma ginecologista... Será que Freud explica???

- Anne - 


Imagem: Deviant Art

segunda-feira, 2 de junho de 2008

A explosão do HTML do mal!!!

Espasmos de Riso Descontrolado de layout novo, que beleza!!! Mas não se enganem pensando que a casinha nova nasceu de uma espontânea sede de transformação. É claro que há uma historinha suja por trás disso e, com certeza, tinha que ter o meu dedinho...

Era uma noite agradável de maio, mais precisamente dia 8, e eu resolvi arrumar o template do Chá, que já fazia tempo que eu queria mudar. Estava eu procurando alguns modelos quando entra Flavinha no MSN e me sugere que eu utilize o blog de teste dela, assim eu poderia arrumar o dito sem estragar o Chá... Pois bem, aceitei a sugestão da minha inteligentíssima amiga!

Só que, evidentemente, a cabeçuda aqui tinha que deixar rabo... Abri o blog teste e comecei a testar alguns templates. Flavinha me chamou, falei com ela, entre uma mensagem e outra no MSN, reabri e continuei alterando, salvei...Foi quando vi no cantinho da tela aquele título “Chá de Sumiço”...gelei! E as pregas, essas vocês podem imaginar, não? Já pedindo aos céus que fosse uma alucinação, abri o blog e olhei...era ele mesmo...TO-DO-FER-RA-DO! Detalhe é que eu não tinha o template antigo salvo...

Mas calma, não foi só isso, já que cagadas (no meu caso) nunca vem sozinhas...

Continuei “arrumando” e, entre mais algumas mensagens, carreguei um modelo novo e pá, salvei, crente que o problema estava resolvido. Foi quando os meus olhinhos (que em segundos viraram olhos esbugalhados) foram cair de novo no cantinho da tela... e o título era... ESPASMOS DE RISO DESCONTROLADO!! Não, não era possível uma coisa dessas!!! Abri o Espasmos e lá estava ele...TO-DO-FER-RA-DO! Nessa hora já fiquei imaginando a carinha de Mila quando soubesse as minhas proezas no nosso blog... (pois é, eu já estava toda borrada! E as pregas? Todas soltas, evidente!!!!).

Nisso, magicamente, Milinha aparece (ai, medooo). Fui “correndo” avisar do problema e pedir socorro, já que ela entende bem mais do que eu de html...

Anne: MILAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
eu literalmente F*** o espasmos
ahsuahsuhausuas
me socorre

Mila: que acontece???

Anne: meu deus, eu f*** tuuuuuuuuuudo
tava mexendo no blog teste
pra achar um template pro chá
mas o chá tava aberto
F*** O TEMPLATE DO CHÁ
depois sem querer não sei como F*** O DO ESPASMOS
hasuhasuhuashuas
tá tudo ferrado
eu f*** com tudo
SO COR ROOOOOOOOO

Claro que, como toda boa amiga, a Mila e a Flavinha estavam, ambas, morrendo de rir da minha cara. Eu me achando uma besta, toda estressada (perceberam isso pela linguagem culta do diálogo acima, não?) e elas rindo até não querer mais. Disseram que o jeito que contei é que foi engraçado, pois é... eu não vi graça nenhuma!

Anne: q CA RA LE OOOOOOO
OLHA O CHÁ Q P**** Q TÁ

Mila: tu ta que ta hoje heim?

Anne:haushaushuahsuahushaus
acho q a cabeça tá enfiada no c*
só pode

Mila: já pensou em fazer faxina nestas horas???
lavar privadinhas????

Anne: só se for pra enfiar a cara dentro
e apertar o FLUSH

Flá: kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Anne:kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
eu só faço cagada jesus
jesuissssssss

Flá:Huahuahuahuahuahua (aparentemente, Flavinha só conseguia rir... )

Mila: se fosse eu era vomitada
pensa pelo lado bom
hauhauaahua

Bom, como eu disse, eu estava arrumando a carinha nova do chá no blog teste. Nisso entra Flavinha e pergunta... (Lucy in the Sky era ela, achei melhor preservar o apelido porque me pareceu combinar bem com o momento... Flavinha e seus nicks exóticos!)

Lucy in the Sky: anne, tu tava mexendo no blog teste????
acho que caguei alguma coisa se vc mexeu
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Sem contar que, no meio tempo, eu e Mila arrumando o Espasmos...ela arrumando e eu desarrumando a arrumada dela, sem saber...

Anne: q merda viu
nao sei nem como q consigo essas

Mila: isso aconteceeeeeeeee
para de drama
quieta
se naum eu chamo a Anne e ela te passa um corretivo
oras pelotas
agora senta no banquinho ali no cantinho e se chorar apanha
kk&&¨%¨ (isso é Mila xingando...hahaha)

Resumindo, a situação era a seguinte: Mila arrumando o Espasmos, que era desarrumado por Anne, que também estava arrumando o Chá, que estava sendo desarrumado por Flavinha – visualizaram o tamanho do samba-do-crioulo-doido???? Depois de uma madrugada inteira de arruma-e-desarruma e “jesuiiiiis” e “huahuashuahua” e “kkkkkkkk” e #@$%&*, a Mila finalmente conseguiu ressuscitar o layout antigo do Espasmos, eu finalmente consegui recuperar o Chá (deixando aquele verde-abacate de antes, sob protestos dos meus queridos amigos, que acharam um horror) e a Flavinha finalmente conseguiu parar de rir... e, como a merda já estava feita mesmo (e mais do que cutucada e fedendo pra c******), resolvemos mudar logo tudo de uma vez – e o resultado é esse aqui. Tão vendo? Nem tudo está perdido... cagadas são assim: vêm do nada (no meu caso elas vêm com freqüência), provocam uma sujeira féladaputa, fedem horrores, a gente sua gelado, perde as pregas e morre de vergonha mas, no fim, depois que a gente limpa (e dependendo do monte, às vezes demora...) vê que nem foi tão ruim...

Créditos pra Flavinha, que arrumou esse template fofo, eu amei. No fim das contas fiquei até feliz de ter cagado tudo, no bom sentido, claro...

- Anne -  

Imagem: Deviant Art

domingo, 4 de maio de 2008

O Charge do mal


Sabe aquelas épocas em que você se vê transformado de Rei Midas em Rei Mierdas??? Aqueles momentos em que tudo, absolutamente tudo o que você toca vira merda! Daquelas grandes e lamentavelmente fedidas! Pois é, eu estava bem no meio do olho do furacão (do furacão, viu Mila???), era uma sucessão de desencontros, atolamentos financeiros, patadas sucessivas vindas das mais diversas direções e pessoas diferentes, noites mal-dormidas e eu parecendo uma morcegona nas belíssimas manhãs de trabalho (odeeeeeeeio acordar cedo, isso é para padres e soldados, definitivamente não me pertence!).

Então procurei dentro de mim um lugar, uma esperancinha qualquer enfiada em algum recanto secreto (calma Mila, não é lá onde tu ta pensando) e pensei... “Só segurando na mão de Deus, mesmo!!!”. Pois bem, comecei a reorganizar a vida e as coisas já voltavam para os seus eixos, mas o meu corpo ainda andava todo fora do seu funcionamento normal, dadas as noites não dormidas e a alimentação um tanto esquecida ou mal feita (“Doritos” com vodca não é exatamente uma alimentação balanceada).

Naquela tarde, no trabalho, veio uma vontade louca de comer um charge. Lá fui eu, me escondendo pelos corredores, para sair sem que ninguém notasse, comprar o dito chocolate, na padaria da esquina. Comi aquele charge com gosto, feliz da vida, sem imaginar o que o maldito causaria no meu corpo...

Pois é... O suor foi o primeiro sintoma. Como sempre mantive a calma, mas aquele pensamento de sempre apareceu... “fudeu”. Conheço o meu corpo e sei quando começa o princípio do fim. Dali a 15 minutos a dor de barriga apareceu firme e forte, junto com aquelas voltas dentro da sua barriga, que parece que tem alguma coisa viva e raivosa querendo sair. E eu ali, quase em penico, tentando bolar uma estratégia que me livrasse do sufoco...

Já sei, o banheiro da sala rosa. A sala rosa é a sala de reuniões, aquele banheiro é sempre a salvação da lavoura. Entrei na sala e quando ia, faceira e saltitante, achando que os problemas seriam resolvidos... Alagamento no banheiro da dita sala, água até a entrada da porta, inutilizável. Logicamente eu pensei com a mesma suavidade... “Fudeu de vez...” E agora? Tentei o outro banheiro, mas para a minha infelicidade, estava tendo uma reunião na sala, ou seja, NO WAY. Se vocês conseguem fazer isso tranqüilamente, com platéia, eu não consigo, mesmo em uma situação daquelas!

A outra alternativa era o banheiro do outro setor, que era usado por todos que precisavam, inclusive os visitantes, ou seja, era nojento. Se vocês conseguem fazer isso se equilibrando para não sentar e nem mesmo encostar levemente o traseiro no vaso PODRE, eu não consigo.

E então, e agora Batman? Fiz o que qualquer um faria. Pedi uma carona para a minha amiga e decidi ir para casa (bendita cidade pequena, onde se mora a cinco quadras do SEU vaso sanitário, lindo, limpo e cheiroso). Tentei sair discretamente, para não ter que dar explicações, mas nisso aparece a secretária da chefe. Vendo que não teria jeito, parei para me explicar. Bom, não sou uma pessoa muito chegada a rodeios, ainda mais porque tempo era algo que eu não tinha. Disse a ela de forma curta e grossa:

- Fulana, vou lhe ser sincera. Preciso ir já para casa, estou com uma mega dor de barriga que chego a estar suando mais do que corredor na São Silvestre e os dois banheiros possíveis não estão livres para usar. Por favor, se a chefe perguntar, diga isso a ela... (hahahaha).

Logicamente a minha colega quase passou mal de tanto rir, mas isso era algo a ser resolvido depois. Fomos para a minha casa (graças a Deus sem imprevistos) e ao chegar minha amiga perguntou: - Você demora?

Já viu pergunta mais sem resposta do que essa? E eu lá ia saber quanto tempo ia precisar para resolver o problema... Enfim, tudo certo, algum tempo depois voltei ao trabalho (dei até uns minutos de margem para ter certeza que estava tudo firme no lugar e as pregas novamente acomodadas). Fiz um sinal para avisar a secretária que eu havia voltado, no que ela começou a rir da minha cara novamente... Acabei rindo junto, realmente, era ridículo.

Por isso, meus queridos, tomem cuidado com o charge. É um elemento perigoso e pode causar reações estranhíssimas e incontroláveis no seu corpo. Só sei que, depois dessa, chocolate só em casa, a noite, quando tenho todo o tempo livre... Isso inclui os meus amados brigadeiros. Já pensou ter que encarar um “armagedon” desses por dia? Tô fora!!!!

Engraçado??? Aposto que já passou por uma dessas...


Imagem by Pai Google e foi Flavinha que achou, rindo muito da minha cara, como toda a boa amiga faz numa hora dessas...

- Anne -   

quarta-feira, 12 de março de 2008

Encurralada!!!!


É cada uma que a gente faz quando ainda não tem miolos... Eu tinha mais ou menos uns 16 anos e vento na cabeça (notem que lady!!! Não falei o que eu realmente pensei que tinha na cabeça, que é algo bem menos aceitável).

Foi em um barzinho que vi pela primeira vez o rapaz em questão, daquele tipo que é absolutamente impossível não notar. Lindo, alto, porte atlético, 23 anos e um sorriso maravilhoso. Só pra facilitar o desastre, ele era amigo do namorado da minha prima. Acontece que fazia pouco tempo que ele tinha terminado o namoro com uma dita cuja altamente conhecida na cidade. A fama dela não era nada boa!!! Eu particularmente, a via como uma maluca, psicopata, desgraçadamente perigosa e a mim mesma como um alvo fácil, do tipo leitãozinho gordo em exposição agropecuária.

Pois bem, a maluca culpava a mim (que entrei de gaiato no navio) pela separação deles. Detalhe é que ele era tenente do quartel e ela tinha fornecido o equipamento (se é que vocês me entendem) para praticamente todos os subordinados dele (cabos, soldados e se bobear até os faxineiros). Não sei nem como aquela “galhada” dele entrava na guarita!

Um belo dia eu estava com ele, minha prima e o namorado no apartamento onde eles moravam, quando a maluca bateu na porta (dando chilique já, bem ao modo meigo e sutil dela). Ele me levou para o quarto dele e trancou a porta, só para garantir que a malucona não entrasse e descesse a pancada em mim (confesso que essas horas eu já estava perdendo as pregas de medo). Aí ele lembrou que a varanda do apartamento dela (sim, a psicopata era vizinha dele) encostava com a deles e ela poderia pular para a varanda do quarto dele.

Nessa hora me faltou até sangue nas bochechas (do rosto), porque eu imaginei a bonitona (modo de dizer!) parada ali do outro lado do vidro me olhando com aquela cara de “vou comer o seu rim, sua vadia”! Pelamor, se não fosse alto acho que eu é quem tinha chegado na varanda antes dela, pulado e corrido mais que o Forest! Pensei até em fazer para-quedas com o lençol e avaliei que talvez alguns ossos quebrados fossem bem-vindos naquele momento... achei melhor não!

Resumo da situação... onde foi parar a Anne??? Sim, não me orgulho de dizer isso, mas fui parar embaixo da cama, porque era o único lugar onde a doida não ia me ver (dali da varanda, com cara de comer rim) e também porque não resisto a um clássico! Sinceramente, nessas horas a dignidade vai nem sei eu pra onde (pensei um lugar, mas não vou escrever – lady!!!) e a gente só pensa em salvar o couro (e os dentes)!

O pior foi que, do nada, senti um "corpo estranho" encostando ao meu lado. Imaginem só quem estava embaixo da cama também? O dito cujo, se cagando mais do que eu de medo da descompensada... Resultado, tive que esperar um tempão até a doida desistir, quando ela foi embora eu finalmente saí e fui pra casa. Como ela estava escondida esperando alguém sair (burra ela não era), acabou vendo que era eu quem estava com ele (até então ela só desconfiava). Depois disso ela passou a me seguir com um canivete na bolsa e eu tive que apelar para o meu pai. Minha vontade era chamar o "homem cueca"... 10 real mais o dinheiro do busão me parecia um preço justo a pagar pela minha pele, não dava mais para andar sozinha...

O rapaz pouco provido de coragem eu optei por não ver mais, achei melhor preservar a saúde... Sinceramente, acho que é desde essa época que eu tenho horror a homem cagão...

- Anne -  



Ps.: Ainda bem que cama box não era o caso na época, senão eu tava f*****. A foto é para ilustrar a cara de quem foi "pego no pulo", em todo caso ando treinando a expressão do gatinho, para o caso de precisar salvar a minha vida novamente...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Peregrina Manca


Sexta-feira continua sendo o meu dia preferido, especialmente à noite, seja férias ou não! Nessa sexta (25 de janeiro) estava eu em casa quando em um daqueles momentos de diarréia mental (sim, só pode ter sido isso, ou desespero de fim de férias...), resolvi ir junto com o meu pai, dar uma “caminhadinha”, só para exercitar um pouco o meu corpinho, já todo tomado pelas teias de aranha das férias (hohoho, ok, ok, nem todo)!

O primeiro desafio foi abrir o meu querido guarda-roupas – sinceramente parece que passou um tornado e deu uma “mexidinha” lá dentro – e encontrar a roupa de ginástica que eu queria. Aliás, o guarda-roupas do Batman não teria tantas roupas pretas e a de ginástica era basicamente preta também, sacaram o drama? Meu pai esperando e eu fazendo o que sempre faço quando quero achar algo no armário... Jogando tudo pro alto e pro chão (e gritando, porque uma mulher no alto de sua histeria, jamais faz algo em silêncio)!!!

Feito isso, vesti a dita roupa e calcei o meu único par de tênis, provavelmente trazido ao Brasil pelas caravelas e confeccionado por algum Australopithecus, no tempo do “Ari Pistola” (ou seja, é velho “pra caralho”), torcendo para que ele agüentasse o tranco e não soltasse a sola no durante o trajeto.

Caminhar com o meu pai faz muito deixou de ser uma atividade física simples, para virar uma peregrinação! Para quem acha que estou exagerando, meu pai caminha 14 Km, três vezes por semana, sendo que eu raramente me encorajo. Pois bem... a primeira parte do trajeto foi tranqüila. Da metade para a frente eu comecei a sentir o peso nas pernas e, logo em seguida, já pensava em chamar o guincho, porque só ele para me fazer continuar em pé! Mas, entrei no espírito da peregrinação e apelei para o meu "eu" interior que me desse forças, pedindo a Deus, aos anjos e minhas pernas, que aguentassem até em casa... juro, se eu parasse de andar não conseguiria mais sair do lugar!

Meu pai levou, comigo junto, meia hora a mais do que leva sozinho para terminar o trajeto (é, ele tem 57 anos, mas eu, em condicionamento físico, to com uns 94), mas chegamos! Eu me achei o máximo por chegar em casa, mas, como toda e qualquer idiota completa, esqueci de fazer um belo alongamento.

Meu primo veio me buscar, 4 horas depois que cheguei, para irmos a um baile de formatura (se eu soubesse não tinha ido caminhar). Coloquei o meu tradicional scarpin de salto estratosférico (quase na base da paulada, porque o pé tava só um pouco inchado, parecia que eu tinha elefantíase nele...), coloquei um vestido preto lindo (emprestado da minha querida amiga, Geisa), juntei os cacos (alguns, porque para dizer a verdade, eu tava só o pó) e fui!

Enquanto fiquei sentada, tudo maravilhoso. Decoração linda, gente linda, sorrisos, acenos...Daí resolvi dar uma “dançadinha” (não, eu não comi cocô, só pensei que aguentaria!!!), dancei algumas músicas, quando "do nada" algo encolheu dentro da minha coxa direita, ali na região da virilha, perto do oásis. Encolheu, amassou, não sei dizer ao certo, só sei que a dor foi uma coisa realmente linda.

Disfarcei, sorrisinho amarelo, peguei a primeira cadeira e sentei. Sentei nada, desabei!!! Nisso chamei o meu primo e disse, com a classe de sempre: “primo, fudeu!”. Meu querido primo, sol da minha vida, aceitou me levar embora (era looooonge de casa, mas o que não se faz por uma prima perneta?). Saímos do baile, eu mancando e ele com cara de preocupado (ou com raiva, não sei). Lá fora, ele me abraçou e foi praticamente me carregando, eu ria e chorava ao mesmo tempo, do alto de minha angústia com aquela dor absurda, e as pessoas só olhando. Nessa altura, mantendo a “classe” de sempre, eu já estava era tocando o "foda-se" (que olhassem!!). Pelo menos saí do salão com um certo charme (de mula manca, mas charme).

Ele me deixou em casa e voltou ao baile. Foi lindo eu subindo as escadas parecendo um saci, saltitando, rindo e chorando - ainda bem que é só um lance de escadas!!! Tratei de tomar alguma coisa para a dor e passar uma pomadinha básica (daquelas para uso veterinário) tentando fazer aquilo diminuir para poder dormir. Hoje é domingo e eu ainda estou andando feito guri borrado (quem já viu uma criança cagada caminhando, sabe do que estou falando!), rindo muito da minha cara (como sempre) e só de raiva vou voltar para a academia, para perder esse condicionamento físico de 94 anos e voltar ao meu mesmo (que ainda não cheguei aos 30).

E depois dizem que atividade física faz bem para a saúde...

- Anne -  

domingo, 30 de dezembro de 2007

Roda de Fogo!!!!


Uma bela manhã de sol, dia lindo, céu azul... daqueles dias em que você acorda num absoluto bom humor (feito a gente vê em novela)!!! Levantei sentindo um leve desconforto em uma parte da anatomia da qual a gente nem gosta de lembrar, porque quando lembra normalmente é porque deu pane!!! Como não sei que nome posso usar para descrevê-la sem perder a classe, vou apenas dizer que é a parte final do aparelho digestivo, a saideira, aquela parte que tem umas pregas (se é que ainda tem)...

Pois é, acordei com a pecinha em chamas... O leve desconforto era na verdade a suave sensação de que alguém estava segurando um isqueiro aceso nele... Uma delícia! Pensei em como eu iria fazer para trabalhar, já que o meu trabalho exige que eu fique muitas horas sentada (ouvindo) e eu não conseguia sentar, muito menos ouvir algo que não fosse ele, que ficava chamando a minha atenção com aquela dor absurda...

Bom, resolvi tirar folga na parte da tarde, já que tinha horas-extras para compensar. Aí contei para uma colega a situação, pedindo que ela ligasse e tentasse marcar uma consulta o mais rápido possível. Enquanto isso fui falar com a chefe... Uma delicada e estimulante conversa sobre o porquê de eu estar precisando da folga. Sinceramente, esse é o tipo de problema que você morre de vergonha que alguém saiba, mas parece que todo mundo faz questão de contar que você tem...

Depois de a chefe me liberar, por conhecer bem de perto o dito problema, voltei para a sala da minha colega, que estava contando para meio mundo já os detalhes do meu infortúnio... Achei melhor fazer piada, rir um pouco e pegar o corredor de saída o mais rápido possível.

Com a receita já em mãos, fui comprar os ditos medicamentos. Entrei sutilmente na farmácia, tentando parecer invisível, entreguei a receita e o farmacêutico responsável leu e soltou o seguinte comentário:
"Ahhhh, esse remédio aqui é para quem tem problema de varizes ou hemorróidas..." e ficou olhando para mim com aquela cara de "eu sei que você está com o boguinho queimando"...

Morrendo de vergonha, tive que fazer mais umas piadas, já que é mais fácil do que cavar um buraco no chão da farmácia. Aí o rapaz ainda teve a coragem de me contar sobre como ele passou álcool um dia no fiofó dele, por causa de um problema semelhante... eu fiquei pensando o que leva o cara a passar um treco que arde em um treco que está ardendo mais ainda... Algum desejo incendiário oculto??? Vontade de entrar em combustão espontânea???

Depois o guri puxou assunto comigo, dizendo que o ruim mesmo é que aqui na cidade não tem um médico especializado nesse tipo de coisa... Aí comentei que não quis consultar no SUS, porque não queria mostrar a minha bunda a toa. Nisso o cara solta um “mas também, quem é que não ia querer ver essa bunda???”. Depois da história fofinha que me contou sobre o álcool e mais essa baita cantada, ele pediu o meu telefone... esse é corajoso...rs.

Enfim saí da farmácia com os remédios, torcendo para não ter que falar para mais ninguém sobre o drama de viver com a rosca parecendo uma roseira... Depois fui direto para casa, enchi o traseiro de pomada, coloquei a bunda pra cima e tentei dormir, mas isso foi meio impossível com o calor que vinha debaixo... Pelo menos não precisei sentar no trono naquele dia, graças!!!!!!!!!

- Anne -  

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A saga do passarinho surtado...


Mais uma da série “essas coisas só acontecem na minha vida”...

Estava eu voltando do banco para a minha casa, um pouco antes da hora do almoço. Um sol de rachar, dia lindo, eu no alto dos meus scarpins pretos, maravilhosos de lindos, os cabelos esvoaçando ao vento e o mp4 bombando minhas músicas favoritas... (só não vou dizer que era uma visão do paraíso, porque além de linda e inteligente eu também sou muito modesta...).

“Do nada”, com a minha visão periférica (sim, porque a de raios-X não tava funcionando na hora) eu percebi alguma coisa grande e preta voando em minha direção... Na hora o meu primeiro pensamento, como sempre algo suave e gentil, foi: “fudeu”. Não deu outra... aquela coisa voadora me acertou bem em cima da cabeça e eu fiquei pensando “what the poha is that????”

Era um passarinho de um tamanho bastante considerável (praticamente um URUBU)...eu fiquei com pena, pensando que era vesguice ou que ele estava com labirintite, mas qual não foi minha surpresa quando ele fez a volta e acertou a minha cabeça mais uma vez? Nunca na minha vida eu tinha visto um passarinho fazer isso!!!! Fiquei pensando se era uma passarinha na TPM, se tinha um ninho por perto ou se (pior das três) eu tava com algum bichinho nojento nos meus cabelos (minhocas na cabeça eu tenho, mas ficam dentro, acho que ele não viu)...

Bom, apesar de bolsa de mulher ter tudo o que você possa imaginar dentro, infelizmente eu tinha deixado o meu estilingue (aqui chama bodoque!) em casa e tive que pensar em outra saída... O passarinho gostou da brincadeira e ficou dando várias “voadoras” em mim, até que eu assumi a minha posição de combate (com a bolsa em punho) e pensei, sempre com a gentileza de um rinoceronte, “volta aqui, seu fila da p***, pra você ver o que te faço!!!”

Pois bem... Ele veio... Acertei em cheio, foi só pena voando e passarinho voando mais rápido ainda, só que agora na direção oposta... Depois disso eu dei um monte de gargalhadas (rindo de mim e da situação, claro!). Não, eu não sei quanta gente assistiu isso porque não tive coragem de olhar...

E, antes que alguém fale “coitadinho”, lembre-se que foi ele quem atacou primeiro, eu só estava me defendendo!!! Fiquei com medo de levar uma cagada na cabeça, literalmente, já que no sentido figurado até que acontece bastante... Posso jurar que até vi aquela mira laser da bazuca anal dele mirando bem no meu olho...

Depois de me livrar dele ajeitei o meu cabelo, coloquei o sutiã e os peitos no lugar (aquela levantadinha básica) e segui o meu caminho, feliz da vida em participar do equilíbrio do universo e da cadeia alimentar, onde só os fortes sobrevivem...

Aquele foi um dia de merda!!! Sinceramente, tenho sérios problemas com bichos voadores... Só faltou um cachorro mijar na minha perna (sim, eu sei que cachorro não voa, é só um exemplo!), mas não vou nem falar isso em voz alta, porque depois desse passarinho eu não duvido mais de nada...

- Anne -  

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

A areia movediça...


Dia lindo de sol, férias, calor, verão, beira da praia... Uma seeeede que Deus mandava e já era perto da hora do almoço. Meu estômago literalmente colado nas costas (nem uma bolachinha desde a hora do café), mas a sede era o que exigia uma providência mais imediata...

Eu e uma amiga resolvemos ir até um barzinho desses de beira-mar, e eu tive a feliz idéia de tomar uma caipirinha. Eu amo caipirinhas não importa de qual fruta, não importa com que substância alcoólica é feita... Nem que seja com uma pinga das bem vagabundas, eu tomo, sempre “facera”!!!! Nesse caso era de limão e não-sei-mais-o-que.

Naquela sede, tomei a primeira que desceu ladeira abaixo refrescando até as calcinhas (do biquíni, lógico)... Praticamente em um gole só. Aí pedimos mais uma, que desceu mais ou menos feito bêbado de patins em ladeira, suaaaaave...

Na hora de levantar do banco, aparentemente tudo sob controle... Quando dei o primeiro passo foi que a coisa “enfeiou”. Nunca tinha visto aquela areia tão fofa! Olhei para a minha amiga e comentei:
- Menina, não sabia que nessa praia tinha areia movediça!!!

Coloquei os óculos escuros, só para ver se disfarçava um pouco, e fomos para casa em busca do salvador almoço... Chegando, toda a família reunida na mesa, mas quando digo toda, significa TODA mesmo! Até minha avó e todos os tios, tias e primos, sentados almoçando. Entrei na maior sutileza, ainda com os óculos, pensando que ninguém ia notar a “rebordosa” da caipirinha. Mas eis que minha língua me trai ao abrir a boca e soltar um sonoro:
- E aeeeeee, famíiiiiiiiliaaaaa.... (leia isso como se sua língua tivesse uns 10 cm de espessura)

Ao mesmo tempo em que falei, minha mão direita fazia um “paz e amor” com os dedinhos e estava com aquele típico sorriso “ganhei na mega-sena” que algumas pessoas exibem nessas horas de consciente alterado (bebedeira nada, eu não bebo!!!! Quem foi que me avisou que o superego é solúvel em álcool mesmo???)

Naquela hora podia jurar que vi minha mãe se enfiar embaixo da mesa, mas acho que era só impressão. Depois ela foi lá dentro me dar o almoço e eu falei com ela no dialeto “enroladez” – que aprendi no FISK:
- Mãe, desculpa mesmo, eu juro que não entendo! Minha cabeça tá pensando normal, mas a língua não se coordena...

No fim das contas ela acabou rindo um monte da minha cara. Eu não bebo (tá, Milinha... na época não bebia!) e por isso aquilo pegou muito fácil. Minha avó até hoje manda tirarem sempre os copos de caipirinha de perto de mim, com a sutileza de quem grita avisando a vizinhança de um incêndio, toda esbaforida! A família toda ainda lembra (porque coisas assim nunca são esquecidas?)

E eu lembro de ter tirado o colchão da “cama de cima” do beliche e colocado na área da frente da casa, para poder dormir tomando um ventinho e com os braços e pernas no chão, porque o mundo parecia tãoooo instável! Caipirinha eu sempre vou tomar (hohoho), mas depois dessa, vou ter cuidado e fazer isso de forma leeeeenta, muuuuito leeenta e com o estômago cheio...

- Anne -